Ser cristão não basta

Cristo em Emaús

Não se identificar com um dos lados da disputa, para alguns, é estar em cima do muro, é ser politicamente correto, é ser vacilante. Não aceitam que pode haver um espaço nebuloso e indefinido nas investigações que impeça a pessoa de identificar-se neste ou naquele lado. No meu caso, se eu não sou católico tenho que imediatamente ser protestante e se não sou este, como me digo cristão, tenho que ser aquele.

Por acaso, não posso continuar tentando entender as coisas do meu jeito, procurando extrair a verdade dos fatos e as razões históricas reais? Por acaso, não posso evitar uma identificação que certamente seria contraditória com aquilo que já entendi não estar correto? Será que o cristianismo se resume em ser católico ou protestante, quando existem diversas outras vertentes que me parecem bastante legítimas?

É menos cristão quem crê em Cristo, conforme TODO o ensinamento da Igreja sobre ele, sem tirar nem por, ainda que não se identifique com a manifestação atual dela? Aliás, ser cristão não basta, ainda que temporariamente?

É menos cristão quem, ainda que ame a Cristo com todas as suas forças, que O busque todos os dias no silêncio do seu quarto, que procure Nele toda a orientação para sua vida e que espere Nele a salvação de sua alma, não se diz católico ou protestante?

Os defensores dos dois lados vão me criticar, obviamente. Mas, de verdade, não vou tomar partido de nada que eu não esteja plenamente convicto da verdade.

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